terça-feira, 13 de novembro de 2012
despedida de duas almas
nos vemos por aí,
algum dia,
alguma hora perdida...
quando o sono soar insano
e a vigília vã...
vá...
obrigado pelo que foi...
fui...
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
retrospectivo
Quando o sol nasce na...
Na...
Nada era aquela que ele chamava
moderna era do nada
quando a era já era passado...
E agora ultrapassado o alvoroço
do primor da inocência,
(ofensiva, abusiva, permissiva
e sempre passado...)
resta um alquebrado ser,
ou tentativa num teatro
repleto de poltronas confortáveis
insaciáveis, irascíveis e eu mesmo...
Aplaudo o final infeliz
Desfecho inevitável
daquele fadado bosquejo
Aplaudam, companheiros!
Não houve nem haverá mais corpos
Nem sangue a jorrar
Qual fonte perene do peito aberto
Somente um hilariante desbrilho
Eu mesmo e as poltronas,
Confortáveis, insaciáveis e irascíveis.
Aplaudam, companheiros...
Na...
Nada era aquela que ele chamava
moderna era do nada
quando a era já era passado...
E agora ultrapassado o alvoroço
do primor da inocência,
(ofensiva, abusiva, permissiva
e sempre passado...)
resta um alquebrado ser,
ou tentativa num teatro
repleto de poltronas confortáveis
insaciáveis, irascíveis e eu mesmo...
Aplaudo o final infeliz
Desfecho inevitável
daquele fadado bosquejo
Aplaudam, companheiros!
Não houve nem haverá mais corpos
Nem sangue a jorrar
Qual fonte perene do peito aberto
Somente um hilariante desbrilho
Eu mesmo e as poltronas,
Confortáveis, insaciáveis e irascíveis.
Aplaudam, companheiros...
sábado, 15 de outubro de 2011
Espectro na janela
O ranger dos dentes,
das portas, das almas
à noite se adensam.
Erguem-se os olhos
ao vazio
e o reflexo na janela
surpreendem.
Espectro de ontem,
apenas vigia.
Não se abala.
Ilusão, menos carne,
mas igualmente ilusão.
Imóvel, prova-me
sua inexistência
com minha solidão.
das portas, das almas
à noite se adensam.
Erguem-se os olhos
ao vazio
e o reflexo na janela
surpreendem.
Espectro de ontem,
apenas vigia.
Não se abala.
Ilusão, menos carne,
mas igualmente ilusão.
Imóvel, prova-me
sua inexistência
com minha solidão.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Árvore à beira de estrada
Com sorte, uma singela palavra
desenhará no chão
a sombra vaga
da estranha lágrima
que se abeira ao cílio
qual reação oftálmica
à luz do ocaso
moribunda e, ainda assim,
resplandecente
sobre os troncos curvados
da árvore envelhecida
à beira da estrada
à espera tardia
da minha passagem fugaz,
quilometro 35,
caminho repetido,
caminho esquecido,
com a árvore,
a luz, a lágrima
e o ocaso...
desenhará no chão
a sombra vaga
da estranha lágrima
que se abeira ao cílio
qual reação oftálmica
à luz do ocaso
moribunda e, ainda assim,
resplandecente
sobre os troncos curvados
da árvore envelhecida
à beira da estrada
à espera tardia
da minha passagem fugaz,
quilometro 35,
caminho repetido,
caminho esquecido,
com a árvore,
a luz, a lágrima
e o ocaso...
sábado, 27 de agosto de 2011
Os olhos (que imagino) de Pedro Damián
As chagas na pele fina
da alma machucada e maculada
logo cicatrizam.
Não são nem dor
são lembranças
(quase nostalgia da dor)
São a ameaça perene
ao homem sereno
à espera da sua segunda vida,
prometida nos olhos tristes
de Pedro Damián.
da alma machucada e maculada
logo cicatrizam.
Não são nem dor
são lembranças
(quase nostalgia da dor)
São a ameaça perene
ao homem sereno
à espera da sua segunda vida,
prometida nos olhos tristes
de Pedro Damián.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Passos sobre Gólgota
Como podem ser os passos tão lentos
quando o caminho é tão certo?
É único, um plano sobre Gólgota,
e o norte está em todos os lados
Os olhos resvalam equânimes
sobre rostos idênticos, parecidos
ou em todo caso indiferentes,
É o mesmo...
Uma sorte de brisa sopra despretensiosa
e o rosto se parte e arde,
quisera ver o pôr-do-sol
e nele entender a verdade dos poetas
o sol se põe e o verso perdi....
Resta a noite sem estrelas, insone
e névoa alaranjada.
Retorno ao lar, rasgando o véu espesso
do ar sujo de respirações cansadas,
procurando a ponta do anel dos monótonos.
O lar mal acolhe, recolhe um mundo
de tristeza sem fundamento,
quase inaceitável, mas camas e lençóis
corrompem e convencem...
Envelhecer é deitar-se...
Envelhecer-se é deitar...
quando o caminho é tão certo?
É único, um plano sobre Gólgota,
e o norte está em todos os lados
Os olhos resvalam equânimes
sobre rostos idênticos, parecidos
ou em todo caso indiferentes,
É o mesmo...
Uma sorte de brisa sopra despretensiosa
e o rosto se parte e arde,
quisera ver o pôr-do-sol
e nele entender a verdade dos poetas
o sol se põe e o verso perdi....
Resta a noite sem estrelas, insone
e névoa alaranjada.
Retorno ao lar, rasgando o véu espesso
do ar sujo de respirações cansadas,
procurando a ponta do anel dos monótonos.
O lar mal acolhe, recolhe um mundo
de tristeza sem fundamento,
quase inaceitável, mas camas e lençóis
corrompem e convencem...
Envelhecer é deitar-se...
Envelhecer-se é deitar...
domingo, 12 de dezembro de 2010
outro tempo
O tempo inscrito sobre pedras
Intimida as mais destemidas almas
Lembro-me quando corria
Desafiando as torrentes de carros
Nas artérias entupidas desta cidade insana
O tempo reinava absoluto
Inclemente, mas invisível
Hoje tenho tempo...
Um tempo que não gira enclausurado no relógio
um tempo que caçoa... se inscreve sobre as pedras
se inscreve sobre o corpo
Intimida as mais destemidas almas
Lembro-me quando corria
Desafiando as torrentes de carros
Nas artérias entupidas desta cidade insana
O tempo reinava absoluto
Inclemente, mas invisível
Hoje tenho tempo...
Um tempo que não gira enclausurado no relógio
um tempo que caçoa... se inscreve sobre as pedras
se inscreve sobre o corpo
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